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O Centro de Artes Orientais (apenas com base na qualidade dos instrutores e independentemente da filiação destes em determinada linha) sugere-lhe seguidamente vários locais onde poderá praticar Yoga na Península de Setúbal
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O ÔM é o símbolo universal do Yôga Todas as escolas de Yôga exibem em algum lugar das suas instalações o Ômkára, o símbolo do ÔM. Kára significa letra. Ômkára é a “letra” ÔM, ou o ÔM escrito. Aquele
desenho semelhante ao número 30
que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga
é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema au
+ m[1]).
Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga
é pronunciar as três letras “AUM”.
Traçado em caracteres, é um yantra.
Pronunciado, é um mantra.
Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos,
energéticos, emocionais e outros. Infelizmente, em livro não conseguiríamos
ensinar as entonações correctas. Isso só podemos ensinar com a presença física
do discípulo. ÔM
é o símbolo universal do Yôga,
para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga.
Entretanto, cada Escola adopta um traçado particular que passa a ser seu
emblema. Uns são mais correctos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem
tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido
por um iniciado pela simples observação da caligrafia adoptada, ou então
prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado. A
cada livro que consulte ou entidade que você visite, notará que o ÔM difere
ligeiramente. Os diferentes grafismos do ÔM originaram-se na caligrafia dos
diversos Mestres. Um
dia sonhei com meu Mestre ofertando-me um objecto carregado de força
ancestral, algo que se materializara em meio a um torvelinho de luz dourada na
palma da mão dele, bem diante dos meus olhos. Quando a névoa de luz se
dissipou e pude ver melhor, era uma medalha muito bonita, com aparência bem
antiga e gasta pelo tempo, detentora de uma magnificência e dignidade tão
evidentes que saltavam aos olhos. No centro, pude reconhecer o ÔM
em sânscrito, símbolo universal do Yôga. Foi
apenas um sonho, sem nenhuma pretensão a precognição. Mas um sonho nítido
e forte, cuja lembrança permaneceu clara em minha memória por muito tempo. Passaram-se
os anos. Fui várias vezes à Índia. Nos Himalayas,
frequentei um mosteiro muito conceituado, onde tive aulas de diversas
modalidades de Yôga. Lá
havia uma biblioteca com obras raras e preciosas, algumas bem antigas. Foi
remexendo num desses livros que encontrei o ÔM
com um traçado que me fascinou. Era esteticamente superior aos que
habitualmente aparecem na maior parte dos livros de Yôga.
Havia uma harmonia e um equilíbrio impressionantes. Deixei-me viajar por
dentro de suas linhas de força e entrei em meditação profunda enquanto o
contemplava. Terminada
a experiência, eu estava arrebatado por esse símbolo incrivelmente forte. Não
resisti e fotografei-o[2].
Chegando ao Brasil, mandei fotolitar e ampliar o ÔM.
O resultado foi surpreendente. As pequenas irregularidades da impressão
antiga e do papel rústico ficaram bem pronunciadas. O contorno do Ômkára
adquiriu uma aparência ainda mais ancestral e desgastada pelo tempo. Nenhum
desenhista ocidental ou moderno tocou nesse símbolo. Ele se mantém original
como a orientação do nosso Yôga. Ficou
tão bonito que os meus alunos e demais instrutores, todos, queriam uma cópia.
Começaram a surgir medalhas de ouro, mandadas fazer pelos alunos, tentando
imitar esse nobilíssimo ÔM,
mas, evidentemente, os ourives não conseguiam e, com frequência, ocorriam
erros graves no traçado ou nas proporções. Tais incorrecções eram
imperceptíveis aos leigos, não obstante, capazes de alterar suas características. (....). Então,
achei mais prudente assumir a responsabilidade de mandar cunhar as medalhas,
na mesma liga de metal que costuma ser utilizada no artesanato indiano: brass
(liga de cobre), com o ÔM forte
que havia trazido dos Himalayas, e obedecendo ao design
da medalha com a qual tinha sonhado anos antes.
[1]
O m,
do ÔM, na verdade, não é letra m
(letra ma
= m)
e sim um acento de nasalização representado por um ponto (anuswára)
acima da sílaba. Ocorreu que os ingleses não possuíam o acento
correspondente à nasalização e na transliteração apelaram para o uso
de uma letra m
final, a fim de obter efeito fonético semelhante. A partir daí, após séculos
de utilização do m
nas palavras onde deveria ser utilizado um acento, a própria pronúncia
dos indianos foi-se modificando. A forma mais adequada de transliterar o
ÔM seria Õ e assim teria
sido se os portugueses houvessem colonizado toda a Índia, pois o português
é a única língua que possui um signo de nasalização, o til (~). [2]
Décadas
após, descobri que muitos anos antes de ir à Índia eu já havia
encontrado um ÔM praticamente idêntico e que me fascinara igualmente.
Depois, esqueci-me dele e fui reencontrá-lo no Mosteiro dos Himalayas.
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