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Yôga

 

 

 

 

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ao Site de Swásthya Yôga Ádi Ashtánga Sádhana
e ao site oficial do Mestre de Rose www.uni-yoga.org.br


CENTROS RECOMENDADOS

O Centro de Artes Orientais (apenas com base na qualidade dos instrutores e independentemente da filiação destes em determinada linha) sugere-lhe seguidamente vários  locais onde poderá praticar Yoga na Península de Setúbal


 

Ashram " Dojo Sede da ASP"
Rua da SFUAP, letras A/B - Alto das Barrocas
Horário: 3ª e 5ª feira das 20h30 às 22h00

Professor Carlos Carvalho

Telefone 21- 2597216

 

Ádi Ashtánga Sádhana

Equipa Docente e Centros de Prática da Responsabilidade de João Camacho, Yôgachárya

 

ESPAÇO LAKSHMI - Professor José Carlos Oliveira
Mesmo em frente ao Palácio da Cerca: Rua Serpa Pinto nº 4 – 1º- Almada
CONTACTO: 939 425 829 omlakshmiom@yahoo.com

http://www.omlakshmiom.com

 


 

ÔM

O ÔM é o símbolo universal do Yôga

Todas as escolas de Yôga exibem em algum lugar das suas instalações o Ômkára, o símbolo do ÔM. Kára significa letra. Ômkára é a “letra” ÔM, ou o ÔM escrito.

Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema au + m[1]). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga é pronunciar as três letras “AUM”. Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros. Infelizmente, em livro não conseguiríamos ensinar as entonações correctas. Isso só podemos ensinar com a presença física do discípulo.

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ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto, cada Escola adopta um traçado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais correctos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adoptada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.

A cada livro que consulte ou entidade que você visite, notará que o ÔM difere ligeiramente. Os diferentes grafismos do ÔM originaram-se na caligrafia dos diversos Mestres.

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Um dia sonhei com meu Mestre ofertando-me um objecto carregado de força ancestral, algo que se materializara em meio a um torvelinho de luz dourada na palma da mão dele, bem diante dos meus olhos. Quando a névoa de luz se dissipou e pude ver melhor, era uma medalha muito bonita, com aparência bem antiga e gasta pelo tempo, detentora de uma magnificência e dignidade tão evidentes que saltavam aos olhos. No centro, pude reconhecer o ÔM em sânscrito, símbolo universal do Yôga.

Foi apenas um sonho, sem nenhuma pretensão a precognição. Mas um sonho nítido e forte, cuja lembrança permaneceu clara em minha memória por muito tempo.

Passaram-se os anos. Fui várias vezes à Índia. Nos Himalayas, frequentei um mosteiro muito conceituado, onde tive aulas de diversas modalidades de Yôga. Lá havia uma biblioteca com obras raras e preciosas, algumas bem antigas. Foi remexendo num desses livros que encontrei o ÔM com um traçado que me fascinou. Era esteticamente superior aos que habitualmente aparecem na maior parte dos livros de Yôga. Havia uma harmonia e um equilíbrio impressionantes. Deixei-me viajar por dentro de suas linhas de força e entrei em meditação profunda enquanto o contemplava.

Terminada a experiência, eu estava arrebatado por esse símbolo incrivelmente forte. Não resisti e fotografei-o[2]. Chegando ao Brasil, mandei fotolitar e ampliar o ÔM. O resultado foi surpreendente. As pequenas irregularidades da impressão antiga e do papel rústico ficaram bem pronunciadas. O contorno do Ômkára adquiriu uma aparência ainda mais ancestral e desgastada pelo tempo. Nenhum desenhista ocidental ou moderno tocou nesse símbolo. Ele se mantém original como a orientação do nosso Yôga.

Ficou tão bonito que os meus alunos e demais instrutores, todos, queriam uma cópia. Começaram a surgir medalhas de ouro, mandadas fazer pelos alunos, tentando imitar esse nobilíssimo ÔM, mas, evidentemente, os ourives não conseguiam e, com frequência, ocorriam erros graves no traçado ou nas proporções. Tais incorrecções eram imperceptíveis aos leigos, não obstante, capazes de alterar suas características.

(....).

Então, achei mais prudente assumir a responsabilidade de mandar cunhar as medalhas, na mesma liga de metal que costuma ser utilizada no artesanato indiano: brass (liga de cobre), com o ÔM forte que havia trazido dos Himalayas, e obedecendo ao design da medalha com a qual tinha sonhado anos antes.

 


 

[1] O m, do ÔM, na verdade, não é letra m (letra ma = m) e sim um acento de nasalização represen­tado por um ponto (anuswára) acima da sílaba. Ocorreu que os ingleses não possuíam o acento correspondente à nasalização e na transliteração apelaram para o uso de uma letra m final, a fim de obter efeito fonético semelhante. A partir daí, após séculos de utilização do m nas palavras onde deveria ser utilizado um acento, a própria pronúncia dos indianos foi-se modificando. A forma mais adequada de transliterar o ÔM seria Õ e assim teria sido se os portugueses houvessem colonizado toda a Índia, pois o português é a única língua que possui um signo de nasalização, o til (~).

[2] Décadas após, descobri que muitos anos antes de ir à Índia eu já havia encontrado um ÔM praticamente idêntico e que me fascinara igualmente. Depois, esqueci-me dele e fui reencontrá-lo no Mosteiro dos Himalayas.

 

Extraído de "ÔM o mais poderoso dos Mantras", de Mestre De Rose.

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